O que foi a trilha Testes no TDC Porto Alegre 2018
Por: ariane.izac@matera.com
Veja tudo que aconteceu na trilha de Teste do TDC de Porto Alegre
Por ARIANE IZAC, Analista de Testes na Matera
Como de costume gosto de compartilhar um pouco do que vi das trilhas que participo do TDC. A trilha Testes do TDC de Porto Alegre estava “tri” como dizem os gaúchos . Parabéns à coordenação da Fabrice Rodrigues Nunes e Joyce Bastos.
Uma novidade, que achei muito interessante, foi a interpretação em libras para todas as palestras da trilha garantindo a acessibilidade do conteúdo para todos. Parabéns à equipe do TDC pela iniciativa.
Mas vamos aos temas abordados?
A trilha começou logo na Stadium com a palestra “Como utilizar a Virtualização de Serviços para agilizar seus testes” por José Ernesto da Silva Barbosa. Ele comentou um pouco sobre um case de um projeto que trabalhou com foco na ferramenta WireMock, exemplo prático de sua aplicação. Falou em como minimizar os problemas de dependências entre as equipes de desenvolvimento emulando componentes.
Fiz uma pergunta nessa palestra sobre a abordagem de pirâmide de teste. Escuto muito em palestras as pessoas falando de pirâmide, mas na prática nem sempre é um exercício fácil. Aproveitando a deixa, tive casos em que funcionou bem, essa classificação do teste nas camadas, com a equipe conversando e decidindo juntos em qual camada fazia mais sentido aplicar o teste.
Na sequência a Carollina Scussel e Yuri Luz de Almeida apresentaram como é trabalhar jogando, “Meu trabalho é jogar? - Os testes na indústria de jogos mobile”, mostrando como é a indústria de games e os tipos de testes que aplicam para validar os jogos.
Para quem não conhece a estrutura do TDC, a trilha Stadium é formada por palestras selecionadas escolhidas pela sua representatividade e apresentadas no auditório principal de diversas trilhas diferentes. Lembrando que as palestras que foram realizadas nessa trilha são gravadas e o conteúdo é disponibilizado gratuitamente. Esse ano com a novidade de tradução em libras e espanhol.
Acesse: http://www.thedevconf.com.br/tdc/2018/portoalegre/tdconline
Voltando o foco para a trilha Testes, o Guilherme Machado Rogatto mostrou um case de mocks com a ferramenta Mockaroo, “API Mockaroo - Gerando Massa de Dados para Testes Automatizados”. Uma ferramenta bem interessante e intuitiva de usar e facilita a criação da massa de dados e pode ser utilizada também para mockar API’s.
Ela tem uma limitação de quantidade de 1.000 registros para utilizar gratuitamente, se o foco não for performance, poderá ajudar na criação da massa de dados para seus testes. Ele mostrou um exemplo prático de como simular a criação de um projeto, schema e API na ferramenta para serem utilizados em uma automação.
Na sequência, a Luana Linares e Caroline Ita arrasaram e tiraram muitas risadas da galera com a talk “Automação de Testes: Como não ser um trouxa nesse mundo mágico “. Elas fizeram um paralelo de como começar com automação de testes com o filme Harry Potter. Gostei muito da frase de um dos slides : “Ainda não podemos automatizar empatia”.
O segundo bloco começou com o mestre Elias Nogueira e o Gregory Severo com a palestra “Como criar e executar testes paralelos web usando Selenium e containers”. Eles explicaram e mostraram um exemplo prático de testes rodando em paralelo com containers utilizando grid. A ideia de usar grid seria para paralelizar a execução do teste em diferentes sistemas operacionais com Zalenium. Zalenium é uma infra-estrutura em docker com a imagem do selenium.
Para um case real trouxeram o ganho que obtiveram com essa abordagem e chamaram a atenção também para a criação de uma estratégia de execução dos testes em Grid, divisão dos testes na suíte, infra, etc.
Ainda falando em usar uma infra em docker, tivemos o Rodrigo Jardim com “Usando docker-compose para simular o ambiente de produção nos testes”. Ele trouxe problemas que todos já vivenciamos em projetos com relação a ambiente, tanto de diferenças que podem haver entre ambientes de desenvolvimento, testes e produção que poderiam ser equalizados construindo ambientes com docker.
E eu não queria ficar de fora, marquei presença compartilhando um case com “5 dicas para estruturar seu teste de performance ”, comentando como foi o processo de mudança de mindset para trabalhar com esse tipo de teste não funcional, dividindo as etapas vivenciadas em dicas para estruturar os testes de performance. A mensagem era mostrar que mais do que só ferramentas, o ambiente, bem como a distribuição de dados e entender o negócio, são de extrema importância nesse contexto. Entender o negócio para os testes serem mais próximos do real, minimizando os gaps entre produção x homologação também faz a diferença. Eu comecei uma série de postagens relacionadas ao tema aqui no blog compartilhando o conteúdo da palestra nos posts, o primeiro já saiu Introdução a Testes de Performance.
Ainda sobre performance, o Leonardo Gallardo falou sobre “Unindo testes funcionais de serviço com testes de performance utilizando Karate e Gatling ”. A ideia da palestra foi mostrar como é possível unir testes funcionais em API’ e performance na mesma execução, utilizando as ferramentas Gatling e Karate. Através de um exemplo prático, demonstrou como utilizar o Gatling para aspectos de performance e o Karate para os fluxos de negócio.
Achei bem interessante as ferramentas e fiquei com curiosidade de fazer umas POC’s para aplicá-las em meu contexto.
Até então foi falado só da parte técnica, ferramentas, cases, mas o Alekson Fortes quebrou o ciclo chamando a atenção para importância de nossas habilidades comportamentais com a talk “Soft Skills para profissionais de Testes.”, Falou sobre foco, comunicação, como o rapport pode te ajudar a se comunicar melhor com o outro. Além disso, mostrou como os conceitos da PNL o ajudaram a ser mais do que profissional melhor mas uma pessoa melhor também.
Esse assunto começou a me chamar atenção esse ano desde que comecei a relacionar tantos valores e princípios ágeis com soft skills, também tenho outras postagens aqui no blog sobre esse assunto que originaram palestras em outras trilhas sobre esse tema Agilidade: Soft skills x Hard skills e Como a comunicação influencia em times ágeis?, “da muito pano pra manga”.
E, para fechar, o Rodrigo Stefani Domingues trouxe a talk “Estratégia de automação dos testes em microserviços ” com apresentação baseada em um artigo show do site do Martin Flowler Testing Strategies in a Microservice Architeture. Compartilhou os conceitos com a aplicação na prática de um projeto que vivenciou.
A dica final que deixou foi muito simples e válida:
Por fim, a trilha foi sensacional, com assuntos diversos e alguns complementares. Deu para sair com muitos insights. Se você ficou mais interessado em algum assunto, não deixe de buscar os slides da apresentação, estão todos no link da trilha junto à descrição de cada palestra. Outra dica é procurar o palestrante desse assunto pelas redes sociais que disponibilizaram e bater um papo com eles sobre o assunto. Busque mais informação, acrescente ideias para seu dia a dia.